domingo, 22 de dezembro de 2013

[Crítica Filme] O Hobbit: A Desolação de Smaug

★★★★★  {  4.8  }



Na quarta-feira, dia 11, e no sábado, dia 14, vi O Hobbit: A Desolação de Smaug (título original – The Hobbit: The Desolation of Smaug).
Podem ler a minha crítica ao livro aqui. Eis a crítica ao filme.

SPOILER ALERT (caso não queiram spoilers, não leiam o resto)

Do realizador, Peter Jackson, para além deste filme, conheço diversos outros trabalhos - a trilogia The Lord of the Rings (The Fellowship of the Ring; The Two Towers; The Return of the King); The Hobbit: An Unexpected Journey; King Kong; e The Lovely Bones. Do elenco, já conhecia de outros trabalhos o Ian McKellen (Gandalf); o Martin Freeman (Bilbo); a Cate Blanchett (Galadriel); o Richard Armitage (Thorin); o Ken Stott (Balin); o Sylvester McCoy (Radagast); o Aidan Turner (Kili); o Orlando Bloom (Legolas); o Lee Pace (Thranduil); a Evangeline Lily (Tauriel); o Benedict Cumberbatch (Necromante/Smaug); o Luke Evans (Bard); o Stephen Fry (O Mestre); e o Manu Bennett (Azog).

***

Em primeiro lugar, por ter lido o livro, tinha muitas expectativas. Imensas! E, devo dizer, que não me desiludi muito, apenas com alguns aspectos (falarei destes mais à frente).
A primeira cena foi genial. Primeira pessoa que vemos no grande ecrã... quem é, quem é? O Peter Jackson, claro. Adorei! :)

Achei este filme melhor que o primeiro da trilogia. O primeiro serve mais como introdução, neste já temos mais acção, novas personagens, etc.
Como já era esperado, muitas cenas do filme não estavam no livro. Gostei da maioria, outras... not so much.

Apesar de ter gostado da nova adição ao elenco de personagens, a Tauriel, não achei que fosse uma personagem super necessária ao enredo. Para além disso, não gostei nada de a terem relacionado logo com um romance proíbido e com um triângulo amoroso. O filme podia ter uma rapariga toda bad-ass, sem ter nada de romântico. Fiquei muito desiludida com esta parte.

Mas ainda fiquei mais desiludida com o mais recente casalinho - Tauriel e Kili. Não estava nada à espera e, apesar de serem engraçados, não. Não mesmo.
Cá para mim parece-me que Jackson está a tentar re-criar a grande história de amor da trilogia O Senhor dos Anéis - o romance entre o Aragorn e a Arwen. O aspecto do amor proíbido entre raças diferentes, etc. Mas, pelo menos para mim, não resultou. Não achei a menor graça.
Será um triângulo amoroso mesmo necessário ao enredo d'O Hobbit? Não me parece...
Resumindo esta última parte, não gostei nada da (quase) única personagem feminina ter que estar relacionada com algum romance, e, desse romance, ser uma tentativa de re-criação de um outro da trilogia anterior.  
Major fail, Peter Jackson!

( ←  em cima: Tauriel e Kili, em O Hobbit; em baixo: Arwen e Aragorn, em O Senhor dos Anéis)


***

O filme teve imensas referências ao Senhor dos Anéis (Bree e The Prancing Pony; a planta Athelas; os Nazgûl; o regresso de Sauron e de Legolas; a menção em Gimli, etc.), o que eu adorei.
E, falando na Athelas, aquela cena da Tauriel a curar o Kili foi simplesmente ridícula. Ela toda iluminada e toda poderosa; mais uma re-criação d'O Senhor dos Anéis (a cena que a Arwen salva o Frodo). A sério... can we not?

Outra desilusão que tive foi a falta de uma cena com o Thranduil, uma cena de flashback, que tivemos a oportunidade de ver num behind-the-scenes. Estava muito entusiasmada para a ver, mas nunca apareceu no filme. Espero vê-la na versão alargada.



E, falando no Thranduil, adorei-o! Já sou fã do Lee Pace há uns anos e gosto muito dele, e esta deve ser uma das suas melhores personagens e interpretações de sempre!
 
Também gostei muito do Bard. Não estava à espera que entrasse tanto no filme, mas adorei a sua personagem.   

( à direita: Bard, interpretado por Luke Evans  → )


Em termos de efeitos especiais, esteve tudo perfeito. Bem... quase tudo. O dragão, os orcs, e tudo o resto estavam perfeitos! Contudo, fiquei muito surpresa e desiludida com a cena do ouro líquido. Certamente que, para quem fez um dragão lindo e super-real, consegue fazer um bocado de ouro líquido parecer verdadeiro... mas não! Estava super-fake!

A cena final, com o dragão, foi um pouco longa. O filme, em geral, foi um pouco longo de mais. Mas nada a que já não estejamos habituados com o Peter Jackson.

Fora esta desilusões, todo o filme foi perfeito!  E, apesar das desilusões que tive, adorei-o!
Estou super-entusiasmada para ver o próximo!

***

A música original ficou, novamente, a cargo de Howard Shore, que, como de costume, fez um trabalho fenomenal! Na magnífica banda sonora deste filme, podemos também encontrar Ed Sheeran (de quem eu sou uma grande fã, também). Aqui fica a sua contribuíção para a Banda Sonora:

♫  Ed Sheeran   -   I See Fire  ♫



1 comentário:

  1. Adorei o texto, perfeito. Parabéns pela análise detalhada. Adoro o Rei Élfico Thranduil.

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