sábado, 7 de dezembro de 2013

[Crítica] Fifty Shades of Grey, de E.L. James

Fifty Shades of Grey (Fifty Shades, #1)Fifty Shades of Grey by E.L. James
My rating: 1 of 5 stars

★☆☆☆☆ {1.5}

Sinopse:
As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre. Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo para um jornal universitário. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, sombrio, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta – os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?
Fonte

Opinião:
Tentei uma primeira leitura em Setembro de 2012, mas depressa desisti, porque não gostei do pouco que li. Mas decidi tentar outra vez e esforçar-me para ler toda a trilogia, de forma a dar uma opinião melhor formada nas críticas.

Em 2013, decidi dar mais uma oportunidade a isto, como prometido. E... CONSEGUI! CHEGUEI AO FIM!!! (Sem saltar uma única página. Ufa!)

description




Não é um bom livro, nem medíocre quanto mais... Detectei muitos erros gramaticais, ortográficos e de vocabulário. O enredo é quase inexistente e as personagens, para além de serem todas extremamente irritantes, são secas - verdadeiros pãezinhos sem sal.
Mas, enfim, não posso escrever aqui tudo o que este livro tem de mau porque esta caixa de texto tem um limite de caracteres e não os posso exceder.

Perdi a conta à quantidade de vezes que ela diz "Crap" e "Oh my..." (o vocabulário desta menina é extremamente limitado) e que fala na sua "deusa interior" e no seu "subconsciente".
Falando de vocabulário, o usado neste livro deixa muito a desejar. Existem coisas que os ingleses dizem, que os americanos jamais diriam. A Ana é americana e, no entanto, fala constantemente com termos ingleses. Sei que a autora é inglesa, mas convenhamos... podia ter feito um esforço. Ou então fazia com que a história se passasse na Inglaterra. Tenho a certeza que também devem haver homens pervertidos lá.
Talvez quem tenha lido em português não tenha notado a diferença, mas para mim foi super perceptível.

A chamada "colocação de produto" foi ridiculamente óbvia. A cada virar de página, tínhamos iPods, iPads, MacBooks ("the mean machine" LOL xD), Audis, BlackBerrys, etc. Foi demais! E, a sério, quem é que usa um BlackBerry nos tempos de hoje? Já que a autora falava tanto de produtos da Apple, porque não um iPhone? Pelo menos, faria sentido.

Falando um pouquito sobre o irrantante do José. Várias vezes, a personagem diz "Dios Mio!", entre outras expressões espanholas. Ora, a senhora autora tem que entender que, só por ter um nome espanhol, não quer dizer que esteje constantemente a sair-lhe expressões pela boca fora. Aliás, nunca é estabelecido se ele tem pronúncia ou não. Portanto, dá a entender que não tem e, se não tem, o mais provável é não estar sempre com expressões da sua lingua materna. Por exemplo, quando falo em inglês com alguém, não digo de repente "Meus Deus!", digo a expressão apropriada em inglês, neste caso "God!". Pode até parecer parvo, mas irritou-me.

As últimas cenas foram absolutamente estúpidas. Ela já sabia do que ele era capaz. Para além disso, foi ela que (literalmente!) pediu para ele lhe fazer aquilo. Depois fica toda revoltada e chorosa. Termina tudo e refugíasse no seu apartamento a chorar desalmadamente. O livro termina com ela a chorar... Oh BOOHOO!
Ela estava à espera do quê? Ele fez dela gato-sapato quase o livro inteiro e ela ainda pensava que podia "curá-lo"? Poupem-me!

Como fã do Twilight, juro que não queria que isto fosse parecido. Mas, devo dizer que, infelizmente, é. Reconheci certas cenas do Twilight (livro) nesta bosta. Aliás, é tão parecido que a Stephenie Meyer poderia-a processar, se bem quisesse.

Consigo reconhecer a Bella na Ana (entre outras características, encontrei: o trabalho enquanto ainda era estudante, na loja dos pais de um colega; a sua obsessão com clássicos literários (apesar de nunca o demonstrar); a falta de auto-estima; a doida da mãe; etc.).

E consegui identificar os personagens originais (Twiligth) com os da fanfic:

Ana = Bella
Christian = Edward
Elliot = Emmett
Kate = Rose
Mia = Alice
José = Jacob
Paul = Mike
Jack = James
Carrick = Carlisle
Grace = Esme
(Só me recordo destes agora. Provavelmente, há mais.)

Isto não passa de uma fanfiction (E das piores. Já li fanfics bem melhores!) e, para mim, o lugar da mesma é num website onde as pessoas possam desfrutar de algo feito por fãs para fãs, e não para tornar isto numa máquina de dinheiro para mulheres desesperadas.
Tenho uma certa pena das mulheres que gostam disto e que acham que é uma grande história de amor e tenho, sinceramente, muito medo do que possam fazer caso algum psicopata estilo Christian Grey entre nas suas vidas. Se querem um conselho... Fujam, minhas senhoras! Fujam!


Concluíndo, não passa de uma fraca fanfiction que não merece ter nem um terço da hype que tem. Continuo sem entender o apelo deste livro.

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