sábado, 16 de fevereiro de 2013

[Crítica] Shiver, de Maggie Stiefvater

Shiver (The Wolves of Mercy Falls, #1)Shiver by Maggie Stiefvater
My rating: 2 of 5 stars

★★☆☆☆

Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Conseguirá o seu amor vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.

Traduzido em mais de 30 países e já um bestseller internacional, Shiver- Um Amor Impossível foi considerado um dos melhores livros juvenis de 2009 por algumas publicações literárias como a revista Publishers Weekly. Maggie Stiefvater é uma jovem autora de 27 anos que nos relata a história de um amor impossível entre uma rapariga de 16 anos e um rapaz misterioso que se transforma em lobo quando o Inverno chega. E é desta luta por tentar permanecer humano que nascerá uma bela - e impossível - história de amor.
Fonte

Opinião:
Foi o primeiro livro que li da autora e devo dizer que não fiquei nada impressionada.
Não gostei da maneira que Stiefvater escreveu o livro - principalmente as mudanças de ponto de vista, a distribuição dos capítulos - por exemplo: ainda não ia a meio do livro e já ia no capítulo 30 e tal; chegou a haver capítulos com uma ou duas páginas, e a temperatura no início de cada capítulo... já irritava, francamente. Contudo, e em relação a este novo factor da temperatura, gostei desta mudança do conto clássico dos lobisomens. Foi interessante. Porém, apesar de ter sido interessante quanto baste, grande parte do livro foi palha - houve muito blá, blá, blá... A história não prendeu e as descrições das personagens também foram muito fracas, quase inexistentes. As personagens, em si, também não me fascinaram... pareciam muito fracas e mal construídas. Não me prenderam muito. Mas, numa nota mais positiva, gostei muito do fim - estava bem feito e deu-me alguma vontade de pegar no próximo volume.

Agora, alguns spoilers...
SPOILERS! Falando novamente nas personagens, achei nelas, em certos momentos, alguma falta de consistência... por exemplo, a certa altura no livro duas raparigas que não eram inimigas, mas também não se davam bem, ficaram super-amigas de um momento para o outro. Outro exemplo - a Isabel, para além de imensamente irritante, teve reacções que foram completamente irrealistas e fora de personagem (especialmente aquando de saber da transformação do irmão, e da morte da cadela e do irmão).
Não gostei da mãe da Grace, parecia que estava sempre a mandá-la abaixo… e nunca estava lá quando a filha precisava dela. E o pai não foi melhor...
Toda a parte do Sam compor e tocar musica deve, suspeito eu, servir para fazer com que as leitoras do livro se "apaixonassem" ainda mais por ele, mas a mim não me fascinou, até porque as letras das músicas deixavam muito a desejar.
O pseudo-vilão, que acabou por não ser vilão de todo, não meteu medo nenhum... onde estava o drama? A intensidade do suspense...?
Ao início, achei muito imediato o romance entre o Sam e a Grace, mas no fim do livro, gostei muito deles como casal.
FIM DE SPOILERS!  


Não pude deixar de fazer comparações ao Twilight, por mais que tentasse não o fazer. Não se consegui apanhar todas as semelhanças entre este livro e Twilight, mas aqui estão as que consegui detectar...
SPOILERS! Tal como no Twilight, no Shiver:
• A rapariga e o rapaz jogam 20 Questions para se conhecerem melhor;
• A primeira saída oficial é uma surpresa do rapaz para a rapariga e acabam por ir para os bosques;
• O rapaz faz o pequeno-almoço à rapariga depois de ter passado a noite com ela;
• A rapariga vive perto dos bosques;
• Quando a rapariga acorda e vê que o rapaz ainda lá está, fica em animada e diz: "You're still here.".

Tal como a Bella, a Grace:
• É uma jovem adulta completamente auto-suficiente;
• Tem pais que, embora a adorem, são emocionalmente distantes;
• Não gosta de fazer compras;
• Gosta de cozinhar;
• O pai gosta de caçar; e, consequentemente, vai à caça dos animais perigosos que andam na floresta perto de casa;
• Para ela o rapaz é um milagre e ela tem medo que ele desapareça.

Tal como o Edward, o Sam:
• É muito educado e formal;
• É obcecado pela rapariga e admite-o;
• Compõe música;
• Tem os olhos dourados;
• Diz que usa lentes de contacto, quando lhe questionam a cor dos olhos;
• Observa a rapariga a dormir e admite ser fascinado por ela.
FIM DE SPOILERS! 


Concluindo, não adorei, mas também não foi mau de todo. Quero continuar com a trilogia só por curiosidade (até porque já me disseram que os outros livros são muito melhores), mas não é uma prioridade para já.

A minha reacção à maioria do livro:



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