quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

[Crítica] Sweet Surrender, de Maya Banks

Sweet Surrender (Sweet, #1)Sweet Surrender by Maya Banks
My rating: 2 of 5 stars

★★☆☆☆

Gray Montgomery é um polícia de Dallas que tem como missão descobrir quem matou o seu parceiro e, até ao momento, encontrou uma ligação entre o assassino e Faith – uma bela estranha de quem se deve aproximar para descobrir quem é o responsável pela morte do seu amigo e parceiro.

Foi o primeiro livro do género Erótico que li. Sim, porque não posso contar Fifty Shades of Grey como lido, visto que não passei da página #20. Mais tarde, darei mais uma oportunidade à trilogia de E.L. James, mas, por enquanto, dentro deste género, vou ler o resto desta saga e vou ler os primeiros dois livros da trilogia Crossfire, de Sylvia Day.

No início do livro, achei-o um tanto ou quanto idêntico ao estilo de Nora Roberts - aquele toque do policial, do mistério. Mas, claro, sendo deste género, as coisas mudaram rapidamente de figura.

As cenas de sexo não foram assim muito chocantes, excepto uma e já la chego - só tive um problema com a primeira vez de Gray e Faith, que foi, no mínimo, estranha.
SPOILERS! Faith, sexualmente insatisfeita, foi à "Casa" - basicamente, um Sex Club. Gray, enquanto espiava a sua casa à procura de algo que a ligasse ao assassino, descobriu onde ela estava e, pensado que ela não sabia onde se estava a meter, foi atrás dela. Na "Casa", ele dá de caras com ela a levar de outro. Mal se conheciam e o que é que ele faz? Vai substituí-lo, claro. E o pior veio mais tarde, quando a sessão de espancamento acabou - aquela cena no corredor da "Casa" (é que nem chegaram ao carro; e com o Damon a ver tudo, ainda por cima). Para quem nunca tinha feito nada do género, foram muito desinibidos. E, falando em Damon, achei a relação dele com a Faith muito rápida, muito imediata. FIM DE SPOILERS! 

Outra coisa...SPOILERS! Que cena foi aquela com o Micah? (wtf?) Controla as tuas hormonas, rapariga; ele é praticamente teu irmão. Credo... E o pior foi, páginas mais tarde, um ménage à trois com o Gray e com esse mesmo irmão... e o irmão a chamá-la "Baby Doll". (What the...?)



Até me senti mal...
FIM DE SPOILERS! 


Achei a relação de Faith e Gray muito imediata, para além de controladora - uma coisa é dentro do quarto - visto que ambos gostam, outra completamente diferente é estar "dominá-la" constantemente. E não, não acreditei que o Gray e a Faith se amassem. Se fosse esse o caso, não queriam partilhar os seus actos mais íntimos com terceiros. Fazer coisas mais "fora do normal", ok... ainda era capaz de acreditarSPOILERS! mas,ménages à trois (com alguém de família ainda por cima), etc... não acredito - FIM DE SPOILERS!  são, quanto muito, bons fuck buddies. E aquela cena SPOILERS! quando a Faith é raptada pelo namorado doido da mãe FIM DE SPOILERS!  acabou muito facilmente e muito rapidamente. Cadê o drama...?

Em termos técnicos, nada contra a escrita - esteve bem. Achei o uso de termos como SPOILERS! "pussy", "cock", etc. FIM DE SPOILERS!  muito excessivo, mas tendo em conta o género literário em que o livro se insere, é compreensível. Tive, contudo, um problema com as descrições das personagens – estão muito fraquinhas. Só tivemos um descrição mínimamente concreta da Faith praticamente a meio do livro. Outro problema que tive foi o enredo - estava fraquito.

Concluindo, é um livro que prende muito o leitor, especialmente no início. Mais para o fim, perdeu o pouco de bom que tinha. Não fiquei grande apreciadora do género - sei que há pessoas que adoram e usam estes livros como estimulante sexual. Good for them!   Já eu, prefiro um bom romance de Nora Roberts que, também tem sexo, muito melhor apresentado, na minha opinião, e que, muito para além disso, tem sempre um enredo fantástico.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

[Crítica] An Abundance of Katherines, de John Green

An Abundance of KatherinesAn Abundance of Katherines by John Green
My rating: 4 of 5 stars

★★★★☆ { 3.5 }

No que diz respeito a relações amorosas, Colin Singleton tem uma queda por raparigas chamadas Katherine. E, no que diz respeito a raparigas chamadas Katherine, Colin está sempre a ser deixado. E das 19 vezes que namorou com Katherines foi abandonado por elas 19 vezes.
De coração partido, Colin decide iniciar uma viagem sem destino para recuperar de mais uma relação falhada. E é assim que esta criança prodígio, viciada em anagramas, se apanha na estrada com dez mil dólares no seu bolso, com o melhor amigo, viciado no programa televisivo Judge Judy, mas sem uma única Katherine à vista.
Colin está decidido a provar que o Theorem of Underlying Katherine Predictability, no qual se propõem a conseguir prever toda e qualquer relação, funciona e espera que deste modo ele o permita finalmente ganhar a rapariga dos seus sonhos...

Opinião:

Gostei! Foi uma leitura divertida, leve e agradável - li num dia. :)

A recuperar de uma semi-depressão, depois do fim do último relacionamento com a 19ª Katherine, Colin e o melhor amigo - Hassan, decidem fazer uma road-trip. Pelo caminho, conhecem Lindsey, na pacata cidade de Gutshot, no Tennessee - onde decidem ficar durante uns tempos. À medida que a história evolve, evolve também a relação entre o Colin e a Lindsey. :)

Foi o terceiro livro que li de John Green e tal como em Looking for Alaska, o protagonista - Colin - é um nerd com pouquíssimos amigos e com muito azar no amor. Nisto, posso-me identificar com ele. Não me consigo identificar é com o acto de ser "largado" no fim do namoro, tendo em conta que nunca namorei. Quem me dera a mim encontrar um Colin. LOL. Falando nisso... há, para mim, uma falha com a história - na vida real, como é que um rapaz relativamente novo, meio nerdy, viciado nos seus estudos tem tempo e habilidades sociais para ter dezanove namoradas. Ter uma paixoneta, até ter uma namorada ou duas... ainda acreditava, mas namorar mesmo... com 19 raparigas?! Hum... pelo que a vida já me mostrou, as coisas não funcionam bem assim. De qualquer maneira, compreendo que tenha sido assim para que a história "funcionasse". Achei interessante o desenvolvimento do teorema das Katherines. Como se a vida fosse assim tão simplesmente resolvida com matemática...
Em relação às personagens, gostei muito do Colin e da Lindsey (apesar de não a ter adorado!), e adorei o Hassan - é o máximo! :)

Só tenho alguns problemas com os livros deste autor. É o facto de serem todos muito idênticos - em relação à história e às personagens; e é o facto de, para além, dos momentos assim mais interessantes e mais importantes da história, os restantes são relativamente cansativos - provocaram-me, por vezes, algum aborrecimento. Apesar desses momentos mais cansativos, este livro teve momentos bem divertidos - especialmente a cena SPOILERS! da caça ao porco selvagem FIM DE SPOILERS!  O que eu ri... :D
O mais diferente deste autor que já li foi The Fault in Our Stars, que acabou por ser o melhor que já li do autor, sem dúvida. Chorei baba e ranho.

Em conclusão, gostei, apesar de não ter adorado. Gostei das personagens - achei-as interessantes, e gostei da história em geral. Foi uma leitura divertida e que valeu a pena. :)


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[Novidades] Sangue Quente

A estrear muito em breve está a adaptação cinematográfica do livro Warm Bodies, de Isaac Marion. Podem ler a minha crítica ao livro aqui.
O filme estreia no dia 07 de Fevereiro. Eu vou ver!

Convosco deixo a ficha técnica da ZON Lusomundo, os trailers e alguns tv spots. Mais tarde, depois de ver o filme, faço uma crítica e deixo aqui! ;)
Boa noite :)  

 

Ficha Técnica 

Data de estreia: 2013-02-07  
Título Original: Warm Bodies  
Realizador: Jonathan Levine  
Actores: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Dave Franco, John Malkovich, Analeigh Tipton
País: EUA  
Ano: 2013  
Género: Romance/ Terror
Sinopse: Um evento catastrófico transformou vários humanos em zombies, que são agora a raça dominante da Terra. Uma dessas criaturas (Nicholas Hoult), trava uma improvável amizade com uma humana (Teresa Palmer), que por acaso é a namorada de uma das suas vítimas. A sua amizade evolui para um romance que vai mudar para sempre a dinâmica entre humanos e zombies.


Trailer #1 

 

Trailer #2


TV Spot - "Love"


TV Spot - "Look Alive"


TV Spot - "So Alive"


TV Spot - "Irresistible"

 

[Crítica] TMI #3 - City of Glass, de Cassandra Clare

City of Glass (The Mortal Instruments, #3)City of Glass by Cassandra Clare
My rating: 4 of 5 stars

★★★★☆ { 3.5 }

Gostei!!

Finalmente, neste terceiro livro da série The Mortal Instruments, temos desenvolvimentos. Temos personagens novas, mudamos de ares e vamos, pela primeira vez, a Idris - a Cidade de Vidro. E, o mais importante, temos segredos que são, finalmente, revelados. :D

Ao contrário dos anteriores volumes, City of Glass é imprevisível e prendeu-me muito, apesar de já saber alguns spoilers. Queria sempre saber o que ia acontecer a seguir, e depois, e depois... Principalmente, a partir (mais ou menos) do meio do livro. As coisas começaram a aquecer e é, até ao fim, uma montanha-russa autêntica.

Um dos grandes problemas com esta saga, na minha opinião, é o facto de se poder saltar o segundo livro e ir directamente do primeiro para este, sem fazer diferença quase nenhuma na história. O primeiro serve como introdução a toda a história e, um óptimo seguimento, seria este terceiro volume, visto que o segundo foi, na sua maioria, só palha.

Ok, aqui vão alguns spoilers, porque, simplesmente não posso deixar de falar nisto.

SPOILERS! Numa cena onde se encontram vários "dirigentes" dos diversos institutos, estavam presentes os "dirigentes" de Portugal, do Instituto de Lisboa - o senhor Monteverde e a senhora Monteverde. (wtf?) Em primeiro lugar, que raio de nome é este?? É em alturas com esta que me pergunto se a autora sequer fez pesquisa sobre Portugal. Monteverde não é um apelido português comum; nem sei se existe como apelido sequer... Agradeço e tal, terem mencionado o meu país e o meu distrito, mas podiam tê-lo feito melhor.
O que menos gostei foi o facto do senhor e da senhora Monteverde terem uma pronuncia assim meio espanholada (li o livro em formato audiobook). Será que ainda há pessoas por esse mundo fora que pense que Portugal faz parte de Espanha...?
Falando em Espanha, tive um problema com o nome da capital de Idris - Alicante. Eu posso dizer que já fui a Alicante... é em Espanha! Nunca mencionei isto, mas quando li o nome pela primeira vez, fiquei estupefacta. A autora tem imaginação suficiente para inventar imensos nomes para variadíssimas coisas na série, mas não consegue inventar o nome da capital de Idris.
FIM DE SPOILERS! 



Tive um grande problema com uma cena - SPOILERS! quando a mãe da Clary é (finalmente!) acordada e vai para Idris para se reencontrar com a filha FIM DE SPOILERS!  - não consigo perceber a reacção da Clary. Juro que não consigo! Para além disso, gostei muito do livro e das emoções que o livro provocou em mim - até chorei.

Outro problema que tenho com esta série, e com esta autora em particular, é o tamanho do epílogo - ou seja, o último capítulo. Em qualquer outro livro, este último capítulo serve apenas para concluir a história. Têm, no máximo, umas 10 páginas. Mas não com Clare. A autora, em todos os livros, faz sempre um epílogo de quase 50 páginas (ou mais).

Em conclusão, para mim, foi o melhor até agora desta saga. Veremos se os próximos são assim tão bons. :)

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domingo, 27 de janeiro de 2013

[Crítica] The Hobbit, de J. R. R. Tolkien

The Hobbit, or There and Back AgainThe Hobbit, or There and Back Again by J.R.R. Tolkien
My rating: 4 of 5 stars

★★★★☆

Sinopse:
Smaug certainly looked fast asleep, when Bilbo peeped once more from the entrance. He was just about to step out on to the floor when he caught a sudden thin ray of red from under the drooping lid of Smaug's left eye. He was only pretending to be asleep! He was watching the tunnel entrance...

Whisked away from his comfortable, unambitious life in his hobbit-hole in Bag End by Gandalf the wizard and a company of dwarves, Bilbo Baggins finds himself caught up in a plot to raid the treasure hoard of Smaug the Magnificent, a large and very dangerous dragon...
Fonte

Opinião:
Decidi ler The Hobbit, visto que o filme está quase a estrear. Sou uma fã imensa da trilogia 'O Senhor dos Anéis' (os filmes - ainda não li os livros, mas lá chegarei...)

Do autor, J.R.R. Tolkien, já tinha lido The Children of Húrin, mas confesso que não fiquei grande fã (contudo, decidi dar-lhe mais uma oportunidade. soon). Já com 'O Hobbit', gostei muito! :)
É um pouco estilo infantil (é um óptimo livro para crianças), mas qualquer pessoa consegue apreciar o livro... É um óptimo livro de aventura, para todas as idades e que passa boas lições para o leitor. Eu adorei e tenho a certeza que vou adorar os filmes! :)

nota - apesar de ter lido o livro em Dezembro do ano passado, só agora tive tempo que fazer e crítica e de publicá-la.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vlogs de Leitura

Sou uma grande frequentadora dessa maravilha chamada YouTube e descobri, recentemente, duas vloggers fantásticas - a CassJayTuck e a xtineMay. Adoro-as e resolvi partilhar os seus vlogs convosco. Elas fazem imensas críticas a livros, mas não só. Dêem uma espreitadela. ;)

 

CassJayTuck 


A Cassidy é uma leitora ávida, residente nos EUA e no seu vlog faz críticas a todos os livros que lê. Gosto muito dela e adoro ver os vídeos dela, especialmente, porque temos gostos muito parecidos.


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Eis um exemplo (neste caso, não é um vídeo de crítica mas, sim, de Q&A):

 
 
 

xtineMay

 
A Christine, tal como eu e a Cassidy, é uma mega-leitora. Os vídeos dela são muito divertidos. Gosto muito dela, mas acho-a um pouco histérica. LOL. Para além disso, é muito querida e simpática, e as suas críticas são muito perspicazes.


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Muitas vezes, quando me interesso por um livro ou série, mas não tenho a certeza se quero ler, se é bem a "minha praia" (como dissem os brasileiros)... vejo as críticas delas para me decidir, visto que temos gostos muito parecidos.
Estes são apenas dois exemplos de algo que é cada vez mais comum no YouTube - os vlogs de leitura. Escolhi estes, porque são os meus favoritos. :)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[Crítica] Warm Bodies, de Isaac Marion

Warm Bodies (Warm Bodies, #1)Warm Bodies by Isaac Marion
My rating: 5 of 5 stars

★★★★★

Um evento catastrófico transformou vários humanos em zombies, que são agora a raça dominante da Terra. Uma dessas criaturas - R, trava uma improvável amizade com a humana Julie, que por acaso é a namorada de uma das suas vítimas. A sua amizade evolui para um romance que vai mudar para sempre a dinâmica entre humanos e zombies.

Primeiro livro a merecer cinco estrelas deste ano! Merece, e muito. :)
Costumo ler sobre o sobrenatural - vampiros, demónios, anjos, bruxas, etc. Mas zombies... nunca tinha experimentado. Mas, sendo uma grande fã de filmes e séries de zombies (principalmente, The Walking Dead! OH YEAH!), tinha que experimentar.
Tive conhecimento do livro depois de ver o trailer do filme (que está quase a estrear). Adorei, adorei, adorei o que vi do filme e, mais tarde, descobri aqui no Goodreads que havia um livro e decidi lê-lo antes de ver o filme. :)

Confesso que não fazia ideia de como seria a narrativa. É claro que também não estava à espera que o livro fosse cerca de 200 páginas de apenas grunhidos e "Cérebro...tripas...". LOL. Pelo contrário, Isaac Marion mostra-nos um mundo pós-apocalíptico de uma nova perspectiva - a do próprio zombie. O autor traz-nos algo novo e tão bem construído, que eu até me encolhi nalgumas alturas porque os detalhes mais gráficos, digamos assim, eram muito realistas. Para além de ser um livro muito bem construído e com uma história fantástica, faz o leitor reflectir sobre as nossas vidas e sobre a condição humana.

Em relação às personagens, adorei o R. Adorei, adorei! Adorei, em especial, ver a evolução dele do início do livro até que conhece a Julie, e desde aí até ao fim do livro. Já a Julie, em sim, não senti quase traços nenhuns de personalidade naquela rapariga. Espero que no próximo livro e na adaptação para filme lhe dêem uma personagem mais desenvolvida. Não tinha quase quase personalidade nenhuma, e a pouca que tinha não a desenvolveu durante o livro. O que, sinceramente, foi uma pequena desilusão. O pai da Julie também foi outra desilusão, tal como a filha é uma personagem muito fraquinha. Por outro lado, gostei da Nora - achei-a muito espevitada e divertida.  

SPOILERS! Adorei, também, o fim do livro. O autor decidiu não dar um fim de "e viveram feliz para sempre", até pelo contrário... o livro acaba em aberto e gostei, porque seria impossível depois do início da "ressurreição" dos zombies, de tudo se resolver logo de imediato. A reconquista do mundo civilizado é demorada e não faria sentido nenhum despachar logo tudo para ter um final feliz. FIM DE SPOILERS! 

E, boas notícias! Hoje descobri que vai haver um segundo livro! Mal posso esperar! :)

Concluindo, grande descoberta! 5 estrelas! ♥


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[Crítica] Eu Amo Você, de Nilton

Eu Amo Você by Nilton
My rating: 2 of 5 stars

★★☆☆☆

O livro chama-se "Eu Amo Você", tal como se poderia chamar "Ora aqui está o diário de uma idiota que acha que tem graça". Não consegui terminar o livro, pelo simples facto que já me estava a aborrecer de tanta parvoíce pegada. Mesmo assim, consegui chegar à página nº 57. *Hurray!*

Admito que soltei uma gargalhada ou duas em alguns momentos, mas, para além disso, o livro não passou de medíocre. Se não fosse por essas pouquíssimas gargalhadas, esta crítica teria apenas uma estrela, em vez de duas. Houve até certas alturas em que as observações do "humorista" pareciam mais forçadas do que outra coisa. Chegou, até, a ser ordinário por várias vezes. Nessas alturas, até tive pensamentos violentos.

Devo dizer que, depois de ler este livro, cerca de 90% da admiração, respeito e gosto que eu tinha pelo Nilton evaporou-se. Peguei no livro, porque tinha alguma curiosidade em experimentar o género assim mais humorístico e fiquei extremamente desiludida. Não faço intenções de repetir a asneira tão depressa.

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[Crítica] Insurgent, de Veronica Roth

Insurgent (Divergent, #2)Insurgent by Veronica Roth
My rating: 4 of 5 stars

★★★★☆ (3.7/3.8, na realidade)

Uma escolha pode transformar-te - ou destruir-te.
Mas todas as escolhas tem a suas consequências e à medida que o descontentamento se instaura nas facções que a rodeiam, Tris Prior tem de continuar a tentar salvar a vida daqueles que ama, assim como a sua, enquanto se debate com questões de luto e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Li o volume anterior (Divergent) há coisa de 2/3 meses e adorei! Senti uma vontade enorme de ir logo ler o segundo livro, mas li algumas críticas aqui no goodreads e fiquei um bocado assustada... acabei por decidir deixá-lo para mais tarde. Não fez muita diferença, porque mesmo depois deste tempo, quando peguei no segundo volume, lembrava-me muito bem dos acontecimentos - o primeiro livro foi memorável.
Foi uma óptima continuação do primeiro livro. Adorei o facto de ter começado no exacto momento em que o primeiro livro terminou. Ou seja, não perdemos pitada do que aconteceu. :)

Tal como em Divergent, Veronica Roth leva-nos numa viagem imprevisível pelo mundo de Tris Prior. Nunca podemos pensar que algo vai acontecer, porque o mais provável é isso não acontecer, de todo. Tudo na escrita de Veronica Roth é fantástico, apesar de ser narrado na primeira pessoa - ou seja, vemos tudo no ponto de vista da Tris. Não é um aspecto que eu aprecie muito em livros, mas, neste caso, até gostei. A história é muito surpreendente e imprevisível, que é um aspecto que eu adoro em livros direccionados a um público YA (Young Adult).

A Tris é uma das minha personagens femininas favoritas de sempre e adorei ver a evolução dela desde o início do primeiro livro até ao fim do segundo, visto que o 3º volume ainda não foi publicado. Mas uma das melhores personagens da série, na minha opinião, é o Four (também conhecido como Tobias Eaton). O Four é como uma caixinha de surpresas. Estamos sempre a descobrir algo novo sobre ele. Já com a Tris, talvez por o livro ser narrado na primeira pessoa, sabemos tudo (ou quase tudo) sobre ela. Vamos sempre acompanhando os eventos que se passam através dos "olhos" dela. Por isso, senti que as atitudes dela não são assim tão inesperadas quanto isso.
Senti uma grande empatia com as personagens (senti o que elas sentiam, etc). Em determinada altura, ainda me vieram as lágrimas aos olhos.

E, durante vários momentos, tanto no primeiro livro como neste, dei por mim a ficar de boca aberta, em completa surpresa... Gosto realmente de Veronica Roth! Foi uma grande surpresa, mas uma fantástica surpresa. :)

Contudo, e falando do livro em geral, apesar de ter sido muito bom, não foi tão bom nem tão memorável como o primeiro. Agora, mal posso esperar pelo próximo e último volume da trilogia. :)

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[Crítica] Beautiful Creatures, de Kami Garcia e Margaret Stöhl

Beautiful Creatures (Caster Chronicles, # 1)Beautiful Creatures by Kami Garcia
My rating: 3 of 5 stars

★★★☆☆

Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Não conhecia a série, nem nunca tinha ouvido falar das autoras. Tive conhecimento, pela primeira vez, quando o trailer do filme baseado neste primeiro volume passou no cinema. Adorei o trailer e achei a história muito interessante e, visto que está quase a estrear, decidi ler os livros primeiro.
Gostei do livro, especialmente por não seguir os estereótipos que normalmente se vê em livros de YA (Young Adult). Na maioria dos casos, é a rapariga a protagonista. Mas não com esta série. Em Beautiful Creatures, o protagonista da história é Ethan Wate, um rapaz simples que só quer é fugir da pequena cidade de Gatlin no Sul dos EUA até que conhece Lena, uma rapariga misteriosa que vai mudar a sua vida para sempre.

O que eu mais gostei do livro foi o facto de não ser previsível, como muitas vezes acontece com livros deste género. Quando eu pensava que ia acontecer uma coisa, acontecia outra completamente diferente.

Gostei muito das personagens, achei-as muito realistas. Até aquelas raparigas insuportáveis do liceu... fizeram-me lembrar tanto as criaturas insuportáveis do meu secundário. Os protagonistas, a Lena e o Ethan pareceram-me, também, muitos realistas - as suas inseguranças, sua intensidade, etc. Gostei muito, muito da Lena, mas a minha personagem favorita foi, sem dúvida, a Ridley. Adorei o seu charme de bad girl, apesar de, na realidade, ser boa pessoa. :)

Contudo, apesar de todos os aspectos positivos, eu tenho expectativas muito altas cada vez que pego num livro que seja muito aclamado e é sempre extremamente difícil o livro superar as expectativas. Foi o que aconteceu neste caso, por isso não dei uma qualificação melhor.

Não vou dar spoilers, mas fiquei muito confusa com o fim do livro. Não estava, de todo, à espera. Grande twist!
Agora estou muito ansiosa por ler os próximos volumes.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Do LIVRO para o CINEMA

Este ano vão ser muitas as estreia de filmes baseados em livros e eu estou super entusiasmada para os ver.   :)

Eis alguns deles:

Criaturas Maravilhosas 


Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

O filme tem data marcada para o dia 28 de Fevereiro.


Nómada


Melanie Stryder recusa-se a desaparecer. O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da Humanidade não consegue resistir. Quando Melanie, um dos poucos Humanos «indomáveis», é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente. Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada - Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.

O filme tem data marcada para o dia 4 de Abril.


Caçadores de Sombras - Cidade dos Ossos 


No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…

O filme tem data marcada para o dia 29 de Agosto.


Os Jogos da Fome - Em Chamas


Depois de no primeiro volume Katniss se oferecer para substituir a irmã mais nova nos Jogos da Fome, que têm como lema «matar ou morrer», contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Os dois jovens Katniss e Peeta tornaram-se agora os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar… Um ritmo constante de adrenalina numa obra que promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.

O filme tem data marcada para Novembro.




Já li todos os livros e mal posso esperar para ver os filmes!! :)

[Crítica] The Perfect Hope, de Nora Roberts

The Perfect Hope (Inn Boonsboro, #3)The Perfect Hope by Nora Roberts
My rating: 3 of 5 stars

★★★☆☆

Apesar de ter gostado do livro, não foi o meu favorito da trilogia. Senti afinidade com as personagens e gostei de ver o desenvolvimento do Ryder. Mas, de resto, achei a relação entre a Hope e o Ryder muito abrupta. Num momento, eram apenas conhecidos que até nem se davam muito bem e, de repente, não conseguiam estar longe um do outro.
Outra coisa que me incomodou foi que, geralmente, com este tipo de livros da Nora Roberts existe sempre tema, um problema... um "bad guy", digamos assim. A única coisa parecida que houve foi uma breve cena com (view spoiler)[a mulher do sacana do ex da Hope (hide spoiler)] e a consequente cena com (view spoiler)[o pai do referido sacana do ex (hide spoiler)]. Gostei de ver, finalmente, um lado muito mais doce do Ryder. Quando ele estava com a Hope, até parecia um homem diferente do que quando estava com os irmãos, por exemplo.
No geral, foi um livro bem agradável. :)

Abordando, agora, a trilogia. Foi uma trilogia interessante, não foi a melhor da Nora Roberts. O meu volume favorito é, provavelmente, o segundo - The Last Boyfriend. Amei a Avery (a energia e a intensidade dela) e o Owen - vi muito de mim nele e adorei-o! À trilogia, em geral, dou 3.5 estrelas. :)

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Prendinhas de Natal de 2012 - Books ♥

Fiquei muito feliz com as minhas prendinhas de Natal de 2012. Recebi dois livros!! :) Ainda não tive oportunidade de os ler, mas estão nos meus planos para as leituras de breve. Ora, recebi:



Já leram? O que acharam? O da Sherrilyn Kenyon veio mesmo a calhar, porque era o próximo que ia ler da Saga Dark-Hunter. :)

Adaptação de Nómada/The Host

Já está quase a estrear nas salas portuguesas a adaptação do livro Nómada (ou The Host, se preferirem o título original). Muita gente automaticamente põe do livro e/ou do filme de parte, simplesmente por ser da mesma autora da Saga Twilight.

 Eu, pessoalmente, adorei a Saga Twilight. Os filmes não foram geniais, mas também, não foram feitos para a corrida para os Óscares. Os filmes foram feitos para os fãs. Ponto final. E, engane-se quem pense que são idênticos. Não são!
Apesar de gostar da Saga Twilight, The Host é FANTÁSTICO e mal posso esperar por ver o filme no cinema! :)

Segundo o Goodreads, o livro é o primeiro volume de uma trilogia. Contudo, ainda nenhum dos outros volumes têm data de publicação. Espero, sinceramente, que dêem um oportunidade ao livro, bem como ao filme.

 Sinopse:
-> Melanie Stryder recusa-se a desaparecer. O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da Humanidade não consegue resistir. Quando Melanie, um dos poucos Humanos «indomáveis», é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente. Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada - Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.




A estreia do filme tem data marcada para 4 de Abril.

Boa Semana! :)

[Crítica] The Fault In Our Stars, de John Green

The Fault in Our StarsThe Fault in Our Stars by John Green
My rating: 4 of 5 stars

★★★★☆

Antes de ler qualquer livro de John Green, li algumas críticas a obras dele e, como seria de esperar, criei imensas expectativas. O primeiro livro que li dele foi Looking for Alaska. Foi interessante quanto baste, mas não me impressionou. Por sua vez, quando peguei neste, fui com expectativas muito diferentes. E enganei-me por completo!

The Fault in Our Stars foi um dos livros mais emocionantes que já li. Não costumo chorar durante uma leitura, mas com esta maravilha de livro não consegui parar de chorar. Parecia que me tinham arrancado o coração do peito.
Em termos técnicos, a escrita, o desenvolvimento das personagens esteve muito bom, quase brilhante.
Depois desta jóia de história, já fiz uma wishlist de outros livros do John Green para ler, incluindo: An Abundance of Katherines e Paper Towns. Dificilmente, chegaram aos calcanhares deste, mas, com certeza, vou adorar lê-los. :)





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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[Crítica] The Last Boyfriend, de Nora Roberts

The Last Boyfriend (Inn BoonsBoro, #2)The Last Boyfriend by Nora Roberts
My rating: 3 of 5 stars

★★★☆☆

A escrita de Nora Roberts está, como sempre, divinal. Uma coisa que adoro nela é a sua capacidade de nos fazer adorar as suas personagens - as mesmas ficam no nosso coração até muito depois da leitura do livro.
Gostei muito dos protagonistas - a Avery e o Owen. A Avery é muito espevitada e muito dona do seu nariz e o Owen é, simplesmente, adorável. :)
(view spoiler)[Gostei muito da parte em que a mãe "desaparecida" da Avery volta. Mexe muito com o leitor. Senti uma empatia enorme com a Avery - quando ela estava zangada, eu estava zangada, etc. (hide spoiler)]
Contudo, apesar de todos os aspectos positivos, não foi o melhor da Nora Roberts. Comparando com o primeiro volume da trilogia Inn BoonsBoro, este foi uma boa continuação do primeiro volume, mas senti muita falta de ver o que se passava na casa da Clare, com os miúdos. Os miúdos eram o máximo!
Também, adorei a escolha do título - O Último Namorado. O Owen foi o primeiro e último namorado da Avery. É sempre interessante ver um casal romântico que se conhece desde crianças. É bom ver quando não é apenas uma relação que começa com tensão sexual, mas que começa com um amor inocente de crianças.

Outra coisa que gosto muito nesta trilogia, é as capas. São muito bonitas e atraem o olhar.

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[Crítica] City of Ashes, de Cassandra Clare (Primeira Leitura do Ano)

City of Ashes (The Mortal Instruments, #2)City of Ashes by Cassandra Clare
My rating: 3 of 5 stars

★★★☆☆

Foi uma boa continuação, embora que um pouco mais fraca do que o primeiro volume da série (City of Bones). Achei também que não foi tão memorável. Por exemplo, lembro-me melhor do que aconteceu no primeiro volume, apesar de o ter lido há mais tempo. Mesmo assim, gostei muito e mal posso esperar por continuar com a série. Foi uma série que custou a começar, mas devo admitir que estou a gostar bastante.

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